O que é Osteopatia e quais são seus princípios fundamentais - Studio Saúde

O que é Osteopatia e quais são seus princípios fundamentais

Os fisioterapeutas já descobriram na formação osteopática um componente importante no diagnóstico e no tratamento de seus clientes. Mas ainda há quem desconheça o que é Osteopatia e quais seus princípios.

Mas antes de saber o que é e os princípios, que tal uma viagem no tempo, mais precisamente até 1874? Foi neste ano que Dr. Andrew Taylor Still criou as bases da Osteopatia, a partir do conhecimento anatomofisiológico. Com a evolução das técnicas e da experiência clínica, o tratamento osteopático ganhou adeptos e reconhecimento principalmente por tratar a causa da disfunção e não os sintomas. Este diferencial já é dá uma pista, mas afinal, o que é Osteopatia?

Existem três principais definições de Osteopatia com as quais a FBEO trabalha. A primeira é da Academia de Osteopatia da Bélgica (Académie d’Ostéopathie de Belgique), que diz:

A osteopatia é uma abordagem diagnóstica e terapêutica manual para as disfunções da mobilidade articular e tecidual em geral em relação à sua participação no aparecimento de doenças”.

A outra definição é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que em 2001 reconheceu a Osteopatia como especialidade. Para a OMS,

Osteopatia é um sistema de medicina que enfatiza a teoria de que o corpo pode fazer seus próprios remédios, dadas as relações estruturais normais, condições ambientais e nutrição. Difere da alopatia principalmente em sua maior atenção à mecânica corporal e métodos manipulativos no diagnóstico e na terapia”.

Por fim, a terceira definição é da Organização Mundial de Saúde Osteopática (WOHO), um pouco mais abrangente em comparação com as anteriores. A entidade, responsável pelo registro dos profissionais da Osteopatia, declara que:

Osteopatia é um sistema reconhecido de saúde, que depende do contato manual para diagnóstico e tratamento. Respeita a relação do corpo, mente e espírito na saúde e na doença; enfatiza a integridade estrutural e funcional do corpo e a tendência intrínseca do corpo para a autocura.

O tratamento osteopático é visto como uma influência facilitadora para encorajar este processo autorregulador. A dor e a incapacidade experimentadas pelos pacientes são vistas como resultado de uma relação recíproca entre os componentes músculo esquelético e visceral de uma doença ou cepa”.

Ficou claro o papel da Osteopatia? O fato é que, como já destacado no blog da FBEO, as técnicas  de osteopatia têm contribuído para restabelecer a saúde dos pacientes. Em diferentes situações, as técnicas manuais aplicadas pelos fisioterapeutas osteopatas se revelam mais eficientes que o uso de medicamentos ou de intervenções cirúrgicas. Os princípios reforçam este foco.

Conheça os princípios da osteopatia

Desde sua criação, a Osteopatia é baseada em princípios que ajudam a definir um conceito de saúde. São quatro os princípios fundamentais propostos pelo pelo Dr. Andrew Taylor Still:

A unidade corporal

Este princípio diz que o movimento de qualquer estrutura afeta o resto do organismo e essa noção de “globalidade” é determinada pelo sistema fascial já que todas as estruturas do corpo são envolvidas e comunicadas umas com as outras através da fáscia. Por isso, a alteração da mobilidade de uma estrutura afetará o funcionamento de todo o corpo, uma vez que a restrição da fáscia produz a disfunção e, assim, o sintoma pode estar muito longe da causa.

A estrutura governa a função

Este princípio estabelecido pelo Dr. Still tem relação com a ideia de que o bom funcionamento mecânico do corpo garante equilíbrio. Ou seja, quando as estruturas do corpo se movem normalmente, o corpo está em equilíbrio e não há lugar para a instalação da patologia. Quando a mobilidade é alterada devido à tensão do sistema fascial, é a disfunção mecânica que gera processos de tensão e restrição que dão origem à sintomatologia.

A Lei da artéria

Este princípio aborda a garantia da saúde a partir da livre circulação de fluidos e informações ao do sistema nervoso. Sem restrições quanto ao movimento do corpo, os nervos levam as informações corretas. Sangue e outros líquidos nutrem o corpo e ajudam contra toxinas e assim evita o surgimento de sintomas e de doenças. Mas com a alteração da mobilidade de órgão vértebra, entre outros, serão geradas tensões que obstruirão as circulações causando dor, contraturas e fazendo surgir a aparência da doença. A compressão de um nervo ou uma artéria, no entanto, pode passar da área afetada, gerando sintomas reflexos ou distantes. Por exemplo, uma gastrite pode ter sua origem em uma disfunção de uma vértebra dorsal.

A autocura

Este princípio surge da constatação do Dr. Still de que nosso organismo é capaz de fazer a Homeostase ou a autocura. Se a saúde for afetada, o remédio será encontrado no próprio corpo. Por isso, ao liberar as restrições mecânicas, a Osteopatia libera que o organismo recupere a Homeostase. Ao encontrar o que está impedido o corpo de fazer a autocura, que geralmente tem relação com restrições articulares, musculares, fasciais ou mesmo viscerais, o osteopata pode fazer o ajuste a partir de uma abordagem manual.T

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